SIMÔNIDES
Havia, certa feita, um poderoso rei chamado Escopas. Seu reino era o da Tessália e não havia ninguém audaz o bastante para contestar o seu poder. Riquezas choviam dia e noite sobre sua cabeça, potentados de reinos vizinhos vinham quase todos os dias prestar-lhe vassalagem, e ainda assim isto não era o bastante para ele sentir-se completa, suficiente e absolutamente feliz. "O que falta ainda?", perguntava-se todos os dias Escopas. Um dia, entretanto, escutando a música que saía da lira de Simônides , príncipe dos poetas de toda a Grécia, Escopas compreendeu tudo: - É isto: um poema épico! - disse ele, dando um pulo de alegria. Imediatamente mandou chamar o poeta. - Simônides, príncipe dos poetas! - disse o rei, ao vê-lo. - Quero que componha para mim um magnífico poema, que celebre em versos inesquecíveis as minhas gloriosas e inexcedíveis façanhas. Quero que seja de tal forma extraordinário que seja cantado e repetido por todas as gerações futuras. É capaz disto, por certo? -...